A peste-tempo



Lembro-me de um povo
Que lutou no seu todo
Lembro-me de um país
Que superou tudo o que quis


Vejo-me num caos
Que transformou a nação
E revejo-me numa cela
Que esmorece dia sim, dia não.


Oh irmã, pátria esquecida!
Oh Satã que te apoderaste desta vida!
Muda, questiona, ajusta, transforma
Há sempre outra saída


E o ontem que hoje se foi
Permanece mas já não dói
É a face da ignorância
Que não merece mais tolerância.

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