«A menina Júlia»



«JÚLIA: Você que quis morrer por minha causa?

JOÃO: Tinha de inventar alguma coisa. As tolices com fantasias é que atraem as mulheres.

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JOÃO: Caia até à minha altura, e eu ajudo-a a pôr-se de pé.»
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Oh my dear, you runneth over
With your cup of convoluted wares.
The Aftermath is sinking lower.
The perfect pales beyond compare.

Your garden's rushing to my head now.
Your guise will leave no stone unturned.
I'm paralyzed by your concoction.
Your sleight of hand keeps all my fingers burned.





Oh minha querida, tu corres mais
Com o teu complicado copo de louças.
O resultado está afundando cada vez mais.
O perfeito empalidece incomparável.
 
O teu jardim está agora a stressar a minha cabeça.
O teu pretexto não deixa pedra sobre pedra.
Estou paralisada com o teu plano.
O teu golpe de mão mantém todos os meus dedos queimados.


Extraordinary
JILL TRACY
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Despersonalização









«Um actor não precisa de ter matado uma Desdémona para interpretar com verdade o papel de Otelo (...) Para entrar na pele da célebre personagem de Shakespeare tem o actor vantagem em não sentir o ciúme que mostra estar sentindo.»

J. Gaspar Simões, Heteropsicografia de F. Pessoa
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A sociedade decadentista










Às vezes penso como será descrito o séc.21 num hipotético séc.22. Temáticas: Vampiros e o mundo oculto. Música: Entre muitos, POP reles. Sociedade: consumista, egocêntrica e preconceituosa. What else?
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Belezas condicionadas

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«Pequenas mães, grandes percalços»


(durante a música, sentada/ deitada no meio a definhar, 1.55m - blackout) Está a chover lá fora. Eu decidi ficar em casa a ver televisão. Entre séries e anúncios e o suave “ping-ping” que se ouvia do lado de lá da janela, dei por mim, eram 8h da noite, sem saber o que fazer para o jantar. (mudança de estado)
Lá fora cai a chuva, muito ao de leve como que pressagiando a tempestade que se aproxima. (silêncio, imagina uma janela, em frente ao sofá)
Não parei de pensar naquilo o dia todo… (a ver a chuva, breve silêncio)
Às vezes só damos pelas coisas quando acontecem connosco, (pensativa e depois hesitante) quer dizer, com a minha irmã… Ela não podia… Não assim! Não agora! Não com 12 anos! (depois muito serena)
(calma) A minha mãe já nem lhe fala, o meu pai não a quer ver, o ambiente aqui em casa tornou-se pesado, insustentável, caótico. (desespero) E ela… ela nem sequer quer saber que a condenou a isto! (baixo e articulado) Cheguei quase a bater-lhe! Mas contive-me. (silêncio, encostada á parede)
(riso longo, máxima ironia) Agora, provavelmente, vamos passar a ser 5 cá em casa! Pobre criança, desgraçada da puta da mãe! (longo silêncio, à frente)
(luz intensa) Ela sabe que esta indiferença por parte dela, me perturba… Corrói-me, esfaqueia-me por dentro em pedaços tão singelos como a inocente que aí vem… (silêncio, sarcasmo) Naaa… Não sabe nada… Sou eu que sou impassível, impiedosa… (desespero) Aiii!!! Queria tanto conseguir aceitá-la como que a criança não existisse! (ironia, voz de caricatura) Qual criança? A mãe ou o filho?! (longo silêncio)
(já rendida)
Hoje é só mais um daqueles dias em que só me apetece ficar enterrada no sofá e na ilusão do pensamento de que talvez isto não esteja a acontecer… Outra vez não… (esconde o retrato, silêncio) (…)
(em forma de sussurro) Gostava de conseguir adormecer (…) (debaixo da mesa em posição fetal)





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