Todos sabemos que o catolicismo segue alguns ideais menos “humanos” em relação a assuntos como a homossexualidade, o aborto, o método da eutanásia, entre outros.
Segundo a lei de Deus, qualquer acção que possa provocar a morte é considerada não ética – “só Deus te deu a vida, só Ele tem o dom de tirá-la”. Por isso, qualquer acto que implique o suicídio, no caso da eutanásia ou do consumo de tabaco e drogas, ou o homicídio, no caso do aborto, são considerados pela Igreja como uma espécie de “crimes”, o que me faz pensar que esse Deus é demasiado básico e cruel para com os seus servos.
Vejamos por exemplo o caso de um homem que sofre de uma doença crónica, tem um prazo de vida extremamente limitado e entretanto perdeu a vontade de viver porque de facto não permanecerá no mundo por muito mais tempo, é justo que a sua decisão – recorrer ao método da eutanásia – seja desrespeitada ou tomada como inválida? Quem é esse Deus que prefere prolongar o sofrimento daquela pessoa – supondo que é o ser omnipresente, omnisciente e omnipotente que todos ouvimos falar – sabendo que o pouco tempo que lhe resta se transformará nos piores momentos da sua vida? Se é omnisciente, porque finge não conhecer a dor daquele filho? Se é omnipotente, porque não acalma o sofrimento e a angústia daquele que diz ser seu servo? E se é omnipresente porque não ajuda aquele homem dando sinais da sua presença?
Em relação ao aborto, Deus, mais uma vez é contra e defende que jamais se pode tirar a vida a um inocente. Mas será que é justo mudar a vida de uma inocente que não planeava de forma alguma ter aquele filho? Será justo destruir a vida de uma criança de 14 anos que foi surpreendida por um vândalo que dela abusou? Onde está então esse Deus de misericórdia e compaixão? Melhor, quem é esse Deus? É aquele que diz que o homem foi feito para a mulher e a mulher para o homem? – “Crescei e multiplicai-vos”.
Esquecendo por uns minutos o facto hediondo de que a homossexualidade virou moda nestes últimos anos, pergunto-me que culpa tem a pessoa por sentir amor por uma outra do mesmo sexo?
Deus quis criar uma natureza tão perfeita que se esqueceu de alguns pormenores… E segundo “Caim” de José Saramago, Ele bem tenta desculpar os seus erros, como fez com Adão e Eva, embora todas as tentativas não passem disso mesmo, meras tentativas.
Por isso, na minha opinião, a Igreja não representa nenhum tipo de ética, mas sim a plena falta dela.









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