Orgulhos



O orgulho é uma auto-defesa que, à partida, está sempre apta para intervir naquelas situações em que a nossa mente insiste, a todo o custo, em levar uma discórdia avante, mesmo que esta seja por um motivo absolutamente ridículo e descabido. E depois disto, acontece-nos sempre a mesma coisa, nas mesmas circunstâncias de sempre. Funciona como que um alucínio passageiro, que consiste numa voz que acreditámos ouvir vinda bem lá do cimo a dizer "Não tive razão, mas agora o que está feito, feito está". Assemelha-se a um eco estridente, por vezes ensurdecedor que, ou acaba por nos fazer mudar de ideias em relação à atitude previamente errada que tomamos há uns minutos atrás, ou então começa a pesar-nos naquela dita "consciência" de que tanto falamos e às tantas nem a sabemos definir da forma mais correcta.
Pronto, o orgulho é isso mesmo.
É a incapacidade que uma pessoa tem de não conseguir admitir as suas falhas e devaneios, os seus erros e as suas culpas.
Todavia, sabemos que o orgulho não deixa de ser um importante instrumento para utilizarmos quando há alguém que pretende subrepor-se a nós. E aí, usa-se aquela velha expressão "Eu também tenho o meu orgulho, a minha dignidade".
O que não é lá muito aconselhável é quando o orgulho se transforma em teimosia e consequentemente nos faz perder a percepção de que não somos perfeitos e que os outros têm tanto direito de ter a razão como nós.
Por isso, convém que tenhámos cuidado com o "orgulho". Tanto nos pode ajudar como nos pode levar a tomar entidades que não queremos, de modo algum, adoptar :x



Em suma, uma pessoa orgulhosa é alguém que não ouve ninguém e que julga ter a razão como sua herança eterna.
No fundo não passa de um maníaco que não consegue mencionar a palavra


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